24 травня 2022, 20:44

O fim da Rússia. Notícias do leste da Ucrânia (em português)

Um foguete lançado pelo exército russo à área residencial da cidade ucraniana de Bakhmut destruiu um prédio alto, matando e ferindo pessoas. Que não eram militares. O ataque russo, em particular, arrancou a perna da mulher e feriu gravemente crianças de 9, 12 e 17 anos que receberam ferimentos graves na cabeça. Equipes de resgate encontraram os corpos de uma mulher e uma criança de 2 anos debaixo dos escombros de uma casa destruída pelo exército russo. Esta seria "uma vitória militar notável" para o exército russo, seu comandante-chefe e as armas russas com as quais Putin está tentando intimidar o mundo?

E esta é a imagem quotidiana: artilharia russa e lançadores de foguetes estão bombardeando mais uma cidade ucraniana pacífica. Neste caso – uma cidade no extremo leste do país. Os russos estão tentando cortar esta região do corpo ucraniano, atacando-o com rajadas de artilharia e mísseis de cruzeiro. Cortar e transformá-la em um "buraco negro" como "LDNR", ou anexá-la à Rússia, como disse o chefe de inteligência exterior da Rússia, Naryshkin, durante a famigerada reunião do Conselho de Segurança da Federação Russa.

Bakhmut é uma cidade ucraniana aconchegante e asseada na região de Donetsk. Em que todos os serviços urbanos funcionam. Há abastecimento de água, eletricidade, esgoto, comunicação móvel, internet. O lixo é retirado mesmo durante o bombardeio. Até as estradas já são parecidas com as europeias – com bom pavimento e marcações. O país nem percebeu como saiu do abismo do passado soviético. Mas agora a Rússia está se aproximando desta cidade e alvejando todo o nosso país. Para nos empurrar de volta para aquele buraco.

A Rússia, que está atacando a Ucrânia, é como um rolo compressor que cheira a fumaça preta e destrói todos os sinais de civilização. Transforma tudo criado por homem em ruínas carbonizadas. "Mói" casas, rodovias, usinas, teatros, escolas, aeroportos transformando tudo em tijolos quebrados, vidro e metal. Os defensores da Ucrânia estão destruindo, um após o outro, esses rolos compressores administrados por Putin, mas os russos estão trazendo no campo de batalha novas ferramentas de destruição e morte.

Os ocupantes russos já praticamente destruíram a cidade de Popasna, vizinha de Bakhmut. Fizeram com ela o mesmo que com as vilas da região de Sumy, com os distritos de Kharkiv, com as casas de Chernihiv. Com Mariupol. Naquela vitimada cidade à beira-mar, os aviões russos bombardearam e destruíram uma maternidade e um teatro. Nos seus porões as pessoas se refugiam das bombas russas. Também estavam lá muitas crianças. Em Popasna, usando cenário semelhante, os putinistas também demoliram tudo. O hospital local também foi bombardeado. Visitei este hospital. Mesmo quando os "presentes" explosivos das tropas russas do grupo terrorista da separatista pseudo-república de Lugask caíram no seu quintal, o hospital continuou trabalhando. Na entrada de Popasna, os ocupantes russos abriram fogo contra os veículos com ajuda humanitária. Eles capturaram um motorista local que estava tentando tirar as pessoas do bombardeio em seu ônibus.

Mundo inteiro viu os cidadãos da Ucrânia assassinados em Bucha, Irpinh e Gostomel. Naquelas cidades o setor civil e a infraestrutura crítica foram destruídos pelo fogo do exército russo. Temos visto muito nestes dias de invasão em grande escala. E já há muito tempo que deixamos de procurar uma explicação para a brutalidade dos portadores do "mundo russo". Acabamos de entender que esta é a sua natureza. Sua essência interior. É realmente muito difícil, para a gente do século XXI, encontrar uma explicação para essas atrocidades.

Mas a questão importante subsiste: o que fazer, não com Putin e sua comitiva de ministros, assassinos de mídia e senadores da Duma – o que fazer com o que teria que ser o povo russo? Com a totalidade de milhões de pessoas que apoiaram ativa ou passivamente este massacre. Aqueles que estão no interior da Rússia, deixam postagens sob o vídeo no Youtube, em que os ocupantes exibem a Mariupol destruída, no estilo: "Queridos meninos, Deus os abençoe, matem mais os nazistas ucranianos". Eles aceitaram de bom grado a falsa teoria elaborada pelo Serviço de segurança federal de Putin sem tentar perceber que os nazistas eram aqueles que vieram da sua pátria para outro país com o objetivo de matar, destruir, saquear. Aliás, lembrando Deus. O que fazer com o povo, cujo líder espiritual é um personagem de paramento dourado, todo com penduradas cruzes bordadas e douradas incrustadas com pedras preciosas? E quem, de fato, abençoou os assassinatos em massa de civis? Ele abençoou o fogo contra os carros com refugiados. Ele espalhou o fumo do seu incenso sobre as valas comuns em que os cidadãos ucranianos mortos pelos russos estão enterrados. Ele apoiou e encorajou o bombardeio de cidades pacíficas. O que fazer com isso? E não se trata apenas do Patriarca Kirill-Gundyaev. É sobre o sistema de valores que eles chamam de "Ortodoxia Russa".

Esta multidão russa tomará seu caminho de arrependimento e como será? Os russos algum dia lavarão o sangue de suas mãos? Terão eles uma catarse, após a qual livrar-se-ão do seu estado de zumbis? Será sua consciência criminosa abatida como foi abatido um bombardeiro Su-24 no céu de Kharkiv ou Popasna? Haverá um "iluminismo" como o que veio para os alemães após a morte de Hitler e a demonstração dos horrores da guerra de seu regime? Será que os russos reconhecerão como criminosos de guerra não apenas o próprio Putin, mas também todo o topo dos políticos e propagandistas russos incentivadores de guerra amamentados pelo regime, integrantes da retaguarda jornalística do regime de Putin? Não tenho certeza que isso vai acontecer. Eles podem nunca admitir ser assassinos. Mas a lei da causalidade funcionará de qualquer maneira. E isso significa o fim da Rússia como um país assassino, na forma em que existe hoje.

Original: https://english.nv.ua/opinion/the-end-of-russia-notes-from-the-east-of-ukraine-russia-invasion-ukraine-ukraine-news-50244012.html

Dmytrô Tuzov,

colunista da Rádio NV

Traduzido por Andriy Berezhny

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